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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Restauro do salão nobre do Palácio Nacional da Pena

Três anos de trabalho, muitos colaboradores e um investimento que ronda os 263.000 euros foram necessários para a reconstituição do Salão Nobre do Palácio da Pena, que de acordo com António Lamas, presidente da Parques Sintra-Monte Lua, que gere o monumento nacional, "é uma peça central deste projecto romântico e eclético".

Antes do restauro


Depois do restauro

Para ver mais imagens:
http://www.publico.pt/n1620929

sábado, 11 de janeiro de 2014

11 de janeiro de 1890

Os ingleses entregaram a Portugal o Ultimato. Saiba mais em:

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

3 de janeiro de 1960 - Fuga de Álvaro Cunhal da prisão de Peniche

A famosa fuga de Peniche foi uma das mais espectaculares da história do fascismo português, por se tratar de uma das prisões de mais alta segurança do Estado Novo. No dia 3 de Janeiro de 1960 evadem-se do forte de Peniche: Álvaro Cunhal, Joaquim Gomes, Carlos Costa, Jaime Serra, Francisco Miguel, José Carlos, Guilherme Carvalho, Pedro Soares, Rogério de Carvalho e Francisco Martins Rodrigues.
No fim da tarde pára na vila de Peniche, em frente ao forte, um carro com o porta-bagagens aberto. Era o sinal de que do exterior estava tudo a postos. Quem deu o sinal foi o actor, já falecido, Rogério Paulo. Dado e recebido o sinal, no interior do forte dá-se início à acção planeada. O carcereiro foi neutralizado com uma anestesia e com a ajuda de uma sentinela - José Alves - integrado na organização da fuga, os fugitivos passaram, sem serem notados, a parte mais exposta do percurso. Estando no piso superior, descem para o piso de baixo por uma árvore. Daí correm para a muralha exterior para descerem, um a um, através de uma corda feita de lençóis para o fosso exterior do forte. Tiveram ainda que saltar um muro para chegar à vila, onde estavam à espera os automóveis que os haviam de transportar para as casas clandestinas onde deveriam passar a noite.
 Álvaro Cunhal passou a noite na casa de Pires Jorge, em São João de Estoril, onde ficaria a viver durante algum tempo.
Esta fuga só foi possível graças a um planeamento muito rigoroso e uma grande coordenação entre o exterior e o interior da prisão.

 A fuga da prisão de Peniche contada por Álvaro Cunhal
Para saber mais:


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

27 de dezembro de 1703 - Tratado de Methuen


Barcos-rabelos

O Tratado de Methuen, também referido como Tratado dos Panos e Vinhos, foi assinado entre a Inglaterra e Portugal, em 27 de Dezembro de 1703. Foram seus negociadores o embaixador extraordinário britânico John Methuen, por parte da Rainha Ana da Inglaterra, e D. Manuel Teles da Silva, Marquês de Alegrete. Pelos seus termos, os portugueses se comprometiam-se a consumir os têxteis britânicos e, em contrapartida, os britânicos, os vinhos de Portugal.
Com três artigos, é o texto mais reduzido da história diplomática europeia:
"I. Sua Majestade ElRey de Portugal promete tanto em Seu proprio Nome, como no de Seus Sucessores, de admitir para sempre daqui em diante no Reyno de Portugal os Panos de lãa, e mais fábricas de lanificio de Inglaterra, como era costume até o tempo que forão proibidos pelas Leys, não obstante qualquer condição em contrário.
II. He estipulado que Sua Sagrada e Real Magestade Britanica, em seu proprio Nome e no de Seus Sucessores será obrigada para sempre daqui em diante, de admitir na Grã Bretanha os Vinhos do produto de Portugal, de sorte que em tempo algum (haja Paz ou Guerra entre os Reynos de Inglaterra e de França), não se poderá exigir de Direitos de Alfândega nestes Vinhos, ou debaixo de qualquer outro título, directa ou indirectamente, ou sejam transportados para Inglaterra em Pipas, Toneis ou qualquer outra vasilha que seja mais o que se costuma pedir para igual quantidade, ou de medida de Vinho de França, diminuindo ou abatendo uma terça parte do Direito do costume. Porem, se em qualquer tempo esta dedução, ou abatimento de direitos, que será feito, como acima he declarado, for por algum modo infringido e prejudicado, Sua Sagrada Magestade Portugueza poderá, justa e legitimamente, proibir os Panos de lã e todas as demais fabricas de lanificios de Inglaterra.
 III. Os Exmos. Senhores Plenipotenciários prometem, e tomão sobre si, que seus Amos acima mencionados ratificarão este Tratado, e que dentro do termo de dois meses se passarão as Ratificações."

 Ao longo do tempo, a vigência desse acordo levou grande parte dos produtores agrícolas de Portugal a utilizarem as suas terras cultiváveis para a produção de vinho. No entanto, essa mesma prática impedia que a economia portuguesa se voltasse para o desenvolvimento de outras atividades que pudessem dinamizar a sua economia. A demanda portuguesa por tecidos era bem maior do que a riqueza produzida pela venda do vinho à Inglaterra e, desse modo, os portugueses acumularam grandes dívidas geradas pela necessidade crescente de se consumir os produtos ingleses manufaturados.
 Na segunda metade do século XVIII, o marquês de Pombal, principal ministro do rei D. José I, tomou medidas cujo objetivo seria de reverter essa situação. Contudo, o desinteresse da aristocracia portuguesa impedia que um projeto de modernização econômica se estabelecesse naquelas terras.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Sepultura de mulher com 8000 anos descoberta em Alcácer do Sal


Esqueleto estava num monte de conchas perto do rio Sado, deixadas lá pelos últimos caçadores-recolectores em território português. Não muito longe, tinha-se já encontrado um cão com 7600 anos.
Colocaram-na cuidadosamente de costas, com os braços sobre a barriga e as pernas bastante fletidas, e assim ficou em repouso durante cerca de 8000 anos. Anunciada esta quinta-feira, a descoberta é da equipa de Mariana Diniz, da Universidade de Lisboa, e Pablo Arias, da Universidade da Cantábria (Espanha), coordenadores do projeto Sado-Meso, que se centra nos concheiros do estuário do Sado.
 O concheiro de Poças de São Bento é um desses amontoados de conchas deixados pelos últimos caçadores-recolectores, no Mesolítico, quando as sociedades agro-pastoris estavam já a emergir no território agora português. E as conchas eram restos da alimentação que os caçadores-recolectores retiravam do Sado, como berbigão, amêijoas, douradas e robalos.
 Este mesmo concheiro já tinha dado uma prenda aos investigadores do projeto Sado-Meso em 2011: encontraram o esqueleto de um cão, o Piloto, que datações por radiocarbono, realizadas na Universidade de Oxford, Reino Unido, confirmaram que tinha 7600 anos.
 Claramente documentada numa escavação, é a sepultura de um cão mais antiga do Sul da Europa. Este cão mesolítico, sublinhou na altura a equipa, é importante para compreender o universo mental destes grupos de caçadores-recolectores. Mulher e cão partilharam assim o mesmo concheiro na hora da morte. “Mas não podemos dizer que é ela era a dona do cão”, diz a arqueóloga, trazendo-nos de volta à realidade mais objetiva da ciência. “Estão no mesmo concheiro, mas aparentemente, pelos dados que temos agora, a zona da necrópole humana e o cão estão separados 10 a 15 metros. Temos a necrópole humana mais a nascente e o cão está no limite poente do concheiro.” Embora ainda sem datações, o esqueleto da mulher parece ser um pouco mais antigo que o do cão, uma vez que ela encontra nas areias de base do concheiro. “Em pré-história, um pouco mais antigo pode ser 300 ou 400 anos...”

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

6 de dezembro de 1383 e de 1925

Foi preso um dos grandes burlões da história portuguesa: Artur Alves dos Reis. D. João, Mestre de Avis, matou o conde de Andeiro.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

5 de Dezembro de 1496: D. Manuel I assina o decreto da expulsão dos Judeus de Portugal




Rei D. Manuel I
Para satisfazer uma exigência feita pelos Reis Católicos de Espanha, Fernando e Isabel, como condição para a realização do casamento de D. Manuel I com a Infanta D. Isabel, filha daqueles reis, o rei de Portugal promulgou em 5 de Dezembro de 1496 o édito de expulsão de judeus e de mouros do território português, tal como os reis espanhóis haviam feito em 1492. O rei D. Manuel I tentou fazer com que a princesa reconsiderasse mas foi tudo em vão. Em 5 de Dezembro de 1496, D. Manuel assinou o decreto de expulsão dos hereges (judeus e mouros), concedendo-lhes o prazo até 31 de Outubro de 1497 para que deixassem o país. Aos judeus, o rei permitiu que optassem pela conversão ou desterro, esperando assim que muitos se batizassem, ainda que apenas pro forma. No que tocava aos judeus, o rei estava plenamente ciente da importância que aquela comunidade representava, nomeadamente na vertente económica. Assim, para os judeus que quisessem receber as águas do Batismo havia liberdade de permanecer. Os que não o fizessem, ficariam sujeitos à pena de morte e ao confisco dos bens. Mais tarde, medidas que dificultavam a saída dos judeus foram implementadas. Mas Espanha pressionava, e a própria infanta D. Isabel manifestou abertamente ao rei a sua posição, ao declarar: "só entrarei em Portugal, quando estiver limpo de infiéis".

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

À DESCOBERTA DA ARTE

Os alunos das turmas do 6º ano, da Escola Básica vale de Milhaços, realizaram a 1ª atividade que se encontra aberta à comunidade, entre os dias 2 e 13 de dezembro. O tema escolhido foi a arte e os trabalhos expostos abordaram a Arte Barroca, no reinado de D. João V e o Urbanismo Pombalino. A criatividade presente nos trabalhos revela o grande envolvimento dos alunos e das famílias que acompanham, de forma muito próxima, a vida escolar dos seus educandos. Parabéns a todos os que se envolveram no projeto e deram o seu melhor para a concretização da atividade. Os docentes do 6º ano.
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

29 de novembro de 1807 - Partida da família real para o Brasil

Embarque da corte portuguesa para o Brasil - Henry L'Évêque

A partida da corte portuguesa para o Brasil, em Novembro de 1807, foi preparada e pensada com antecedência. Durante o ano de 1807, verificou-se o avanço das tropas napoleónicas sobre a Península Ibérica. Napoleão Bonaparte pretendia tornar-se o senhor da Europa e lançara uma vasta campanha de conquista dos territórios e dos seus habitantes. Impôs o que ficou conhecido por Bloqueio Continental, de 21 de Novembro de 1806, um bloqueio económico contra a Inglaterra, que se traduzia no fecho dos portos ao comércio com este país e na entrega aos franceses de todos os súbditos ingleses que residissem em território nacional. Portugal optava pela neutralidade, não cumprindo as ordens francesas e numa estratégia diplomática tentou comprar a paz aos franceses, o que não conseguiu. Em Portugal reinava ainda D. Maria I, que se encontrava incapaz de governar devido a uma longa e grave doença psíquica que a afetava desde 1795.

Príncipe Regente D. João - Francesco Bartolozzi 

 O príncipe regente D. João, futuro D. João VI, assumiu a regência e assistia com atenção aos avanços dos franceses na Europa. Em Agosto, fora aconselhado pelos ministros a partir para o Rio de Janeiro. Por isso, a 7 de Setembro de 1807, dirigiu um ofício ao ministro de Portugal residente em Londres, comunicando a sua intenção de se retirar para o Brasil, para evitar a guerra, a invasão do território português e para manter a salvo a monarquia portuguesa. A 22 de Outubro de 1807 D. João assinou com Jorge III, uma convenção secreta, em que era garantida a proteção e a defesa a Portugal, apoio na partida da família real para o Brasil e na ocupação temporária da ilha da Madeira pelas forças britânicas. Em troca o governo português não entregaria os súbditos britânicos nem lhes confiscaria os bens e não fecharia os portos à navegabilidade e comércio com a Inglaterra. Ao saber da convenção luso-britânica, os franceses assinaram com os espanhóis o tratado de Fontainebleau de 27 de Outubro de 1807, que previa após a invasão de Portugal, a divisão do território português em três partes. A 20 de Novembro, o Comandante Junot entrou em Castelo Branco, o príncipe regente encontrava-se em Mafra e a restante família real em Queluz. Organizaram-se então os preparativos, já pensados desde Agosto, para o embarque e viagem para o Brasil. Foram escolhidas as pessoas que seguiriam com a família real, nobres, membros do clero, oficiais, funcionários públicos e demais pessoal que acompanharia a máquina governativa e entregues os passes para o embarque. Cerca de 12000 pessoas embarcam numa esquadra composta por 8 naus, 3 fragatas, 4 brigues, 1 escuna de guerra; e 20 navios mercantes da marinha nacional. No cais amontoavam-se habitantes de Lisboa, que ao se aperceberem da partida da família real tentam também embarcar. Guardas da polícia patrulham o cais, no qual se chegou a erguer duas tendas, que albergavam toda a carga e a bagagem. Seges e liteiras chegam de todas as direções com os ministros e os que partem. A confusão foi grande e na pressa muito ficou por embarcar, porque não fora prevista o volume de pessoas e de carga. A bordo os barcos encontravam-se cheios, e segundo os testemunhos e relatos da época a confusão era grande. Por falta de vento a viagem não pode logo prosseguir e a Corte ficou a pairar no Tejo até ao dia 29 de Novembro. A 30 as tropas de Junot entraram na cidade de Lisboa acompanhados pela guarda real portuguesa, que tinha ordens para receber os invasores sem hostilidade. A família real partiu e com ela seguiu a armada de Sidney Smith, que deveria acompanhar a expedição portuguesa e assegurar a boa viagem da corte até ao Rio de Janeiro. Partiu pela primeira vez a Corte para o Brasil, e aí permaneceu até 1821.

 Partida da Corte para o Brasil (1807)
"Vejo que pelo interior do meu Reino, marcham tropas do Imperador da França e Rei de Itália (…) e que as mesmas se dirigem a esta capital (…) Conhecendo eu igualmente que elas se dirigem particularmente contra a Minha Real Pessoa e que os meus Reais Vassalos serão menos inquietados ausentando-me eu deste Reino, tenho resolvido (…) passar com a Rainha (…) e toda a Real Família para os Estados da América e estabelecer-me na cidade do Rio de Janeiro até à paz geral (…)"

Carta de D. João VI (adaptação)
"As bagagens da Corte, expostas ao tempo e quase abandonadas, ocupavam desde a rua da Junqueira até ao Cais e as carruagens não puderam entrar no Largo de Belém porque (…) o imenso povo que estava no largo, as bagagens e o regimento de Alcântara que faziam a guarda de honra impediam o trânsito (…) Por uma salva da esquadra soubemos que Sua Alteza tinha chegado a bordo. A maior parte das famílias, em consequência da confusão que reinava, dividiam-se embarcando no primeiro navio que encontravam; as bagagens ficavam em terra e muita da que embarcou foi em navios aonde não iam os seus donos (…)" Memórias do Marquês da Fronteira e de Alorna adaptação)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

22 de novembro de 1497

VASCO DA GAMA PASSA O CABO DA BOA ESPERANÇA RUMO À ÍNDIA
Em 1497, o rei D. Manuel I envia uma armada de quatro navios, com cerca de cento e cinquenta homens, chefiada pelo fidalgo Vasco da Gama, à descoberta da via marítima para a longínqua Índia das especiarias.
A armada saiu a barra do Tejo no dia 8 de Julho de 1497. João de Barros, historiador da época de D. Manuel I, refere-se assim a este facto:

"Postos os navios no Restelo, lugar de ancoragem antiga, um dia antes da sua partida foi (o Gama) ter vigília com os outros capitães à casa de Nª. Srª. da invocação de Belém, situada neste lugar do Restelo, a qual naquele tempo era uma ermida que o Infante D. Henrique mandou fundar, onde estão ainda alguns freires da Ordem de Cristo para administrarem os sacramentos aos mareantes. Ao seguinte dia que era Sábado 8 de Julho (1497) por ser dedicado a Nª. Srª., e a casa de muita romagem; assim por esta devoção como por se irem despedir dos que iam na armada, concorreu grande número de gente a ela. E quando foi ao embarcar de Vasco da Gama os freires da casa com alguns sacerdotes que da cidade lá eram idos a dizer missa ordinaria, uma devota procissão com que o levaram ante si nesta ordem, ele e os seus com círios nas mãos e toda a gente da cidade ficava detrás respondendo a uma ladaínha que os sacerdotes diante íam cantando, até os porem junto dos bateis em que se haviam de recolher. (...)

A Viagem - A armada parte do Restelo no sábado 8 de Julho, passa pelas Canárias, detém-se em Cabo Verde, dá uma larga volta pelo Atlântico Sul e passa o cabo da Boa Esperança em 22 de Novembro de 1497.
Entre o Natal de 1497 e 24 de Abril de 1498, a armada explora a costa oriental de África, e a 18 de Maio de 1498 atinge a Índia a norte de Cananor. Ao regressarem a Lisboa em 10 de Julho de 1499, os portugueses haviam inaugurado uma nova era nas relações mundiais.

domingo, 17 de novembro de 2013

17 de novembro de 1717 e 1982

CONSTRUÇÃO DO CONVENTO DE MAFRA E PUBLICAÇÃO DO "MEMORIAL DO CONVENTO" 
No início do século XVIII, D. João V, rei de Portugal, aconselhado por um clérigo da corte, prometeu mandar construir o maior e mais caro monumento do país caso tivesse descendência, filho ou filha. Quando a rainha D. Maria Ana de Áustria deu à luz uma bebé, a princesa D. Maria Bárbara, o rei cumpriu a promessa.


As obras iniciaram-se no dia 17 de novembro de 1717. O rei não olhou a despesas. O sumptuoso edifício é composto por uma basílica, um palácio real e um convento.

No dia 22 de Outubro de 1730, às 7 horas da manhã, iniciaram-se os festejos da inauguração. Foi servido um banquete popular a mais de 9 mil pessoas. A festa prolongou-se por uma semana, ao som da música dos dois enormes carrilhões (com 92 sinos) construídos expressamente em Antuérpia (Bélgica). Os carrilhões, que ainda hoje são usados para tocar melodias, estão apontados como dos melhores do mundo.

O livro “Memorial do Convento”, que projetou José Saramago internacionalmente, tem como cenário e inspiração o Convento de Mafra.

No século XIX, a rainha D. Maria Pia, que frequentava o Palácio Real de Mafra, mandou construir um elevador (do rés-do-chão ao terceiro piso), com capacidade para 10 pessoas, que ficou conhecido pela Caranguejola. Foi o primeiro elevador em Portugal.

Uma das grandes atracões do edifício é a Biblioteca, não só pelo seu estilo barroco e por conter cerca de 40 mil livros antigos (muitos com encadernações em couro gravadas em ouro, como a segunda edição de “Os Lusíadas”) mas, sobretudo, pelos morcegos que alberga.

E por falar em animais, falta a referência às famosas, enormes e temíveis ratazanas que deambulam pelos subterrâneos do Convento de Mafra.

Ler mais em: http://www.palaciomafra.pt/pt-PT/conventomenu/ContentList.aspx


terça-feira, 12 de novembro de 2013

12 de novembro de 1991


MASSACRE DE SANTA CRUZ EM TIMOR-LESTE

 O Massacre de Santa Cruz em Timor Leste foi um tiroteio sobre manifestantes pró-independência no cemitério de Santa Cruz em Dili, a 12 de novembro de 1991, durante a ocupação de Timor-Leste pela Indonésia. A maioria das vítimas foram jovens, por isso é normalmente indicado como o dia de juventude de Timor Leste. Nesse dia tinha havido uma missa por alma de Sebastião Gomes, um jovem membro da resistência timorense, e havido uma romagem à sua campa no cemitério. Os jovens motivados pela revolta por esse assassinato, manifestaram-se contra os militares da Indonésia com o objetivo de mostrarem o seu apoio à independência do país.


O exército indonésio abriu fogo sobre a população, matando 74 pessoas no local, com 127 a morrer dos ferimentos nos dias seguintes. Até 2012, a localização de muitos corpos continua ainda a ser desconhecida. Alguns manifestantes foram presos e só foram libertados em 1999, por altura do referendo pela independência.

Ver mais em: http://videos.sapo.pt/8JsPOfoEEfz3QQWDKzpQ

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

SABE O QUE FOI A LEI FEIJÓ?


'A LEI PARA INGLÊS VER'


Além de enfrentar o movimento das ruas e das tropas, os interesses divergentes de restauradores e exaltados, os atentados, as fugas de escravos e insurreições negras, o Governo Regencial tinha, também, que enfrentar a pressão inglesa para a extinção do tráfico negreiro internacional. Diversos acordos já tinham sido assinados entre o Brasil e a Inglaterra, limitando o alcance e a abrangência do tráfico negreiro, desde a vinda de D. João para o Brasil. Todos esses acordos ainda não eram suficientes para a Inglaterra, que visava mesmo o fim da escravidão.
Pretendendo retardar o mais possível a eliminação dessa força trabalhadora e aliviar a pressão inglesa, o governo promulgou, em novembro de 1831, uma lei proibindo o tráfico negreiro para o Brasil, declarando livres os escravos que aqui chegassem e punindo severamente os importadores. Comentava-se na Câmara dos Deputados, nas casas e nas ruas, que o Ministro Feijó fizera uma "lei para inglês ver".


Lei de 7 de novembro de 1831

Lei Feijó – Proibição do Tráfico Negreiro
A Regência, em nome do Imperador o Senhor Dom Pedro Segundo, faz saber a todos os súditos do Império, que a Assembléia Geral decretou, e ela sancionou a Lei seguinte:
Art. 1º. Todos os escravos, que entrarem no território ou portos do Brasil, vindos de fora, ficam livres. Excetuam-se:
1º. Os escravos matriculados no serviço de embarcações pertencentes a país, onde a escravidão é permitida, enquanto empregados no serviço das mesmas embarcações.
2º. Os que fugirem do território, ou embarcação estrangeira, os quais serão entregues aos senhores que os reclamarem, e reexportados para fora do Brasil.
Para os casos da exceção no. 1, na visita da entrada se lavrará termo do número de escravos, com as declarações necessárias para verificar a identidade dos mesmos, e fiscalizar-se na visita da saída se a embarcação leva aqueles, com que entrou. Os escravos, que forem achados depois da saída da embarcação, serão apreendidos, e retidos até serem reexportados.
Art. 2º. Os importadores de escravos no Brasil incorrerão na pena corporal do art. 179 do Código Criminal imposta aos que reduzem à escravidão pessoas livres, e na multa de 200$000 por cabeça de cada um dos escravos importados, além de pagarem as despesas da reexportação para qualquer parte da África; reexportação, que o Governo fará efetiva com a maior possível brevidade, contratando as autoridades africanas para lhes darem um asilo. Os infratores responderão cada um por si, e por todos.
Art. 3º. São importadores:
1º. O Comandante, Mestre ou Contramestre.
2º. O que cientemente deu, ou recebeu o frete, ou por qualquer outro título a embarcação destinada para o comércio de escravos.
3º. Todos os interessados na negociação, e todos que cientemente forneceram fundos, ou por qualquer motivo deram ajuda, a favor, auxiliando o desembarque, ou consentindo-o nas suas terras.
4º. Os que cientemente comprarem, como escravos, os que são declarados livres no art. 1o.; estes porém só ficam obrigados subsidiariamente às despesas da reexportação, sujeitos contudo às outras penas.
Art. 4º. Sendo apreendida fora dos portos do Brasil pelas forças Nacionais alguma embarcação fazendo o comércio de escravos, proceder-se-á segundo a disposição dos arts. 2o. e 3o. como se a apreensão fosse dentro do Império.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Inauguração da ponte D. Maria


Fases da construção da ponte D. Maria


A construção da Ponte D. Maria Pia iniciou-se em Janeiro de 1876.
Na época, foi uma obra de engenharia audaciosa, de Gustavo Eiffel, que deslumbrou portugueses e estrangeiros.
O Porto foi, aliás, a cidade europeia que mais cedo utilizou a “arquitectura do ferro”.
Utilizaram-se 1.600.000 kg de ferro e cerca de 150 operários, na sua construção. As dimensões exigidas, pela largura do rio Douro e das escarpas envolventes, produziram o maior vão construído, até essa data, com a aplicação de métodos revolucionários para a época.
A inauguração, em 4 de Novembro de 1877, foi presidida pelo rei D. Luís e pela rainha D. Maria Pia, que lhe deu o nome.
Esta ponte, que embeleza a cidade do Porto há 130 anos, fez a ligação ferroviária entre o Norte e o resto do País, sendo um motor importante de desenvolvimento.

Para saber mais http://videos.sapo.pt/NzSMQtep2c9vu9jiUfls



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

1 de novembro de 1755



O Sismo de 1755, também conhecido por Terramoto de 1755 ocorreu no dia 1 de novembro de 1755, às 9:30 ou 9:40 da manhã, dia que coincide com o feriado do Dia de Todos-os-Santos. Resultou na destruição quase completa da cidade de Lisboa, e atingiu ainda grande parte do litoral do Algarve. O sismo foi seguido de um maremoto, que se crê tenha atingido a altura de 20 metros e de múltiplos incêndios, tendo feito certamente mais de 10 mil mortos. Foi um dos sismos mais mortíferos da história, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu a magnitude 9 na escala de Richter.

O terramoto de Lisboa teve um enorme impacto político e sócio-económico na sociedade portuguesa do século XVIII, dando origem aos primeiros estudos científicos do efeito de um sismo numa área alargada, marcando assim o nascimento da moderna sismologia. O acontecimento foi largamente discutido pelos filósofos iluministas, como Voltaire, inspirando desenvolvimentos significativos no domínio da teodiceia e da filosofia do sublime.O epicentro não é conhecido com precisão, havendo diversos sismólogos que propõem locais distanciados de centenas de quilómetros. No entanto, todos convergem para um epicentro no mar, entre 150 a 500 quilómetros a sudoeste de Lisboa. Devido a um forte sismo, ocorrido em 1969 no Banco de Gorringe, este local tem sido apontado como tendo forte probabilidade de aí se ter situado o epicentro em 1755.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sismo_de_Lisboa_de_1755