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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA

 Passaram 100 anos desde que a República foi proclamada nos concelhos de Almada e Seixal, no dia 4 de Outubro de 1910.

Hoje recriou-se o acontecimento na Escola Básica do 2º e 3º ciclos de Vale de Milhaços.
A República foi proclamada à janela da Biblioteca Escolar. O discurso do Dr. José Relvas, proferido pelos alunos da turma 6º H, fez-se ouvir junto da população entusiástica que assistia ao acontecimento.
«O Governo da República Portuguesa saúda as forças de terra e mar, que com o povo instituiu a República para felicidade da Pátria. Confio no patriotismo de todos. E porque a República para todos é feita, espero que os oficiais do Exército e da Armada que não tomaram parte no Movimento se apresentem no Quartel - general a garantir por sua honra a mais absoluta lealdade ao novo Regime.»
Viva a República!

Após o discurso toda a população gritou “VIVA A REPÚBLICA” e entoou o Hino Nacional “A Portuguesa”, que foi cantado pelos alunos das turmas 6º C e 6º G.


O dia fica marcado para sempre através da plantação da “Árvore do Centenário” pela turma 6º H, uma “Eugénia” cujas raízes crescerão firmes e profundas como se pretende que a República se mantenha de modo a embelezar a nossa escola com as suas flores e frutos.
Para conhecer melhor os republicanos que viveram em Almada e no Seixal, podem visitar a exposição que está no átrio da Biblioteca Escolar, até ao dia 12 de Outubro.




 







sexta-feira, 10 de setembro de 2010

ESTAMOS DE VOLTA

Hoje foi um dia especial. Regressámos à escola.
No dia 10 de Setembro de 2010 a nossa escola recebeu os alunos do quinto ano. Cada uma das áreas curriculares preparou um espaço de boas – vindas onde se efectuaram algumas actividades relacionadas com o trabalho a desenvolver ao longo do ano.
Os professores da área curricular disciplinar de História e Geografia de Portugal prepararam o auditório para acolher estes alunos. Foram expostos trabalhos efectuados em anos anteriores e preparou – se uma apresentação comentada, mostrando algumas visitas de estudo e exposições. Os alunos receberam, ainda, um jogo que explorava conteúdos de Estudo do Meio do 4º ano.

Na opinião das professoras que dinamizaram a actividade de História e Geografia de Portugal esta foi muito positiva, tendo os alunos sido receptivos ao que era mostrado, revelando curiosidade em relação aos trabalhos expostos e em relação a esta área curricular disciplinar.

A repetir no próximo ano lectivo!


domingo, 13 de junho de 2010

Exposição Comemorativa do Centenário da República

O ano lectivo está a terminar e o Dia de Portugal foi o escolhido para a inauguração oficial da exposição comemorativa do "Centenário da República".
A exposição é composta por painéis alusivos à Revolução do dia 5 de Outubro de 1910, pelos trabalhos realizados pelos alunos do 5º, 6º e 9º ano, nas disciplinas de História e Geografia de Portugal, História e Educação Visual e Tecnológica.
Viajamos no tempo e relembramos a origem dos principais clubes desportivos, a arte, a moda, o cinema, a rádio, a participação portuguesa na 1ª Guerra Mundial, os Símbolos da República, a evolução dos automóveis... entre outras coisas.

A inauguração contou com a presença da turma 5º C, que cantou o Hino de Portugal "A Portuguesa". Os parabéns aos alunos e à professora Guilhermina Branco.


 


Podemos ver as caricaturas dos Presidentes da República, desde 1910 até 2010 realizadas pelos alunos do 5º D nas aulas de EVT.
Ficamos a conhecer a evolução das bandeiras portuguesas desde a formação da nacionalidade até à bandeira republicana, realizadas pelos alunos do 5º G.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

VISITAS VIRTUAIS AOS NOSSOS MUSEUS

Vale a pena ver.
Quer seja para conhecer ou para relembrar.
Pois é... virtualmente já é possível visitar em Portugal, monumentos com a qualidade que podem testemunhar nos links seguintes.
Para ver os interiores, basta ir carregando com o rato na mouse apresentada em todos os Links.

Links directos

Mosteiro dos Jerónimos - Lisboa
http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=75047666-4597-4a28-ae77-9b7567c4732b

Convento de Cristo - Tomar
http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=82e66d80-439e-4f29-bc9b-576e98efee57

Mosteiro da Batalha
http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=42bb5d98-e786-4f02-bb5f-2aa349af28dd

Mosteiro de Alcobaça
http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=c26617b5-acd3-422e-998f-5bd163a99efc


Links indirectos Depois de entrar na pagina click em visita virtual

Fortaleza de Sagres
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Fortaleza_Sagres.aspx

Mosteiro Santa Clara Velha - Coimbra
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Mosteiro_Santa_Clara_Velha.aspx

Mosteiro de São Martinho Tibães - Braga
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Mosteiro_Sao_Martinho_Tibaes.aspx

Museu Grão Vasco - Viseu
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_Grao_Vasco.aspx

Museu Nacional do Azulejo - Lisboa
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_Nacional_Azulejo.aspx

Museu Nacional de Arte Antiga - Lisboa
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_nacional_arte_antiga.aspx

Palácio Nacional da Ajuda - Lisboa
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Ajuda.aspx

Museu Soares Dos Reis - Porto
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_Soares_Reis.aspx

Palácio Nacional de Mafra
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Mafra.aspx

Palácio Nacional de Queluz
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Queluz.aspx

Palácio Nacional de Sintra
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Sintra.aspx

Torre de Belem - Lisboa
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Torre_Belem.aspx

terça-feira, 1 de junho de 2010

BANCO ALIMENTAR

Os alunos da disciplina de Educação Moral e Religião Evangélica representaram a nossa escola através da sua participação no banco alimentar contra a fome em Palmela.
No dia 29 de Maio, os alunos Inês Ferreira do 5º C, João Nascimento do 6º E e João Mota do 7º B, participaram activamente na recepção dos alimentos que chegavam às instalações e que eram separadas por secções.




Não posso esquecer a preciosa colaboração dos encarregados de educação, pois sem o transporte que asseguraram não tinha sido possível a deslocação dos alunos para o local.
Como a solidariedade é contagiante não conseguiram ficar à espera dos seus educandos e quiseram colaborar nas tarefas do grupo.

O professor de EMRE
António Ferreira

terça-feira, 18 de maio de 2010

EXPOSIÇÃO "A CARBONÁRIA"

Em Portugal a Carbonária foi muitas vezes uma associação paralela à Maçonaria. "Sociedade secreta essencialmente política", tinha por objectivo as conquistas da liberdade e a perfeição humana.
Impunha aos seus filiados "possuírem ocultamente uma arma com os competentes cartuchos".
Contribuía directa e indirectamente para a educação popular e assistência aos desvalidos. "Tinha uma hierarquia própria, em certos aspectos semelhante à maçonaria, tratando os filiados por "primos".
Os centros de reunião e aglomerações de associados chamavam-se, por ordem crescente de importância, "choças", "barracas" e "vendas".
A Carbonária Portuguesa, à qual pertenceram pessoas da mais elevada categoria social, parece ter sido estabelecida em 1822 (ou 1823) "por oficiais italianos que procuravam, por meio de sociedades secretas, revolucionar toda a Europa Meridional".
A indignação nacional suscitada pelo ultimato da Inglaterra (1890) e as desastrosas consequências da revolta de 31 de Janeiro de 1891, arrastaram a mocidade académica para as sociedades secretas.
Foi em 1896 que surgiu a última Carbonária portuguesa, sendo completamente diferente das anteriores : diferente organização, ritual e até processos de combater. Foi seu fundador o grão-mestre Artur Duarte Luz de Almeida. Tendo participado grandemente nos preparativos do movimento revolucionário de 28 de Janeiro de 1908, que abortou, a sua acção tornou-se depois decisiva para a queda da Mornaquia, mais acentuadamente a partir de 14 de Junho de 1910, quando, a propósito de apressar a revolução, em perigo pelo número crescente de civis presos e militares transferidos, a Maçonaria nomeou uma comissão de resistência encarregada de coadjuvar a implantação da República por uma colaboração mais activa com a Carbonária.
A fragmentação do Partido Republicano, sobrevinda ao advento do novo regime político nacional, tornou inevitável a extinção da Carbonária portuguesa, tendo depois, até 1926, resultado infrutíferas todas as tentativas feitas para o seu ressurgimento.

( Dicionário de História de Portugal, 4 volumes, SERRÃO, Joel (ed.lit.), 1ªedição, Lisboa, Iniciativas Editoriais, volume I, 1963-1971, pp.481-2 )

OS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES

Os alunos do 5º e do 8º ano apresentam à comunidade educativa os trabalhos que realizaram sobre os descobrimentos portugueses no séc. XV.
Ficamos a conhecer melhor as dificuldades sentidas pelos marinheiros ao longo das viagens que realizaram, o papel que as mulheres, por vezes esquecidas, tiveram nessas viagens e como era a vida a bordo ao longo dos meses intermináveis que se passavam no mar.
Foi com muita criatividade que os alunos apresentaram réplicas das embarcações e dos instrumentos náuticos usados na navegação.




Por último, mas muito importantes, os principais navegadores responsáveis pelas descobertas feitas ao longo da costa africana, no continente asiático e na América (Brasil).
Estão de parabéns todos os que tornaram possível a realização desta exposição.

No âmbito da área curricular disciplinar de Ciências da Natureza em articulação com a História e Geografia de Portugal, os alunos do quinto ano turmas A, B, C e D pesquisaram algumas características dos animais (nome vulgar, imagem, habitat, forma, revestimento, locomoção, alimentação, reprodução ...) e plantas (nome da planta, nome científico, nome do fruto, imagem, tipo ...) que surgiram na época dos descobrimentos. Referiram ainda a origem e a utilidade destes seres vivos (animais e plantas) na época dos descobrimentos.


sexta-feira, 30 de abril de 2010

DO ESTADO NOVO AO 25 DE ABRIL

36 ANOS SE PASSARAM e as memórias continuam SEMPRE PRESENTES.

Os alunos do 6º e 9º ano contribuiram para o avivar dos acontecimentos que ocorreram no dia 25 de Abril de 1974.
A exposição que se encontra aberta à comunidade prova que os valores da LIBERDADE, DA DEMOCRACIA e DA CIDADANIA fazem parte do nosso quotidiano.




O LIVRO DURANTE O ESTADO NOVO

Com a colaboração dos professores e da Biblioteca Escolar recuámos no tempo, abrimos os baús e descobrimos como eram os livros escolares na década de 1960-70.
Aqui ficam algumas imagens...


sexta-feira, 23 de abril de 2010

MEMÓRIAS DA GUERRA COLONIAL


No dia 23 de Abril realizou-se, na EB 2/3 de Vale de Milhaços, um encontro de alunos do 5º ano ao 9º ano de escolaridade com ex-combatentes da guerra colonial que pertencem à Associação dos Deficientes das Forças Armadas (Sr. Coronel Manuel Lopes Dias, 1º Vice-Presidente da Direcção Nacional da ADFA e o do Sr. Francisco Janeiro, Presidente da Delegação de Lisboa da ADFA.
A História permite-nos a ligação a um tempo passado e alimenta o nosso pensamento, a nossa compreensão acerca de um tempo que de desconhecido se torna mais conhecido. A presença de homens, que viveram e experimentaram, por dentro, o flagelo da guerra colonial, proporcionou, aos nossos alunos, uma aprendizagem de experiência vivida e permitiu que a História, nessa manhã, fosse uma História viva, vivenciada e compreendida por todos os intervenientes. A verdade é que se transformou o auditório num espaço vivo onde a comunicação e as emoções estiveram sempre presentes entre os alunos e os convidados.
Um agradecimento especial a todos os alunos que representaram de forma exemplar as suas turmas.

 
ABRIL DE ABRIL
Era um Abril de amigo Abril de trigo

Abril de trevo e trégua e vinho e húmus

Abril de novos ritmos e rumos


Era um Abril comigo Abril contigo

ainda só ardor e sem ardil

Abril sem adjectivo Abril de Abril


Era um Abril na praça de Abril de massas

era um Abril na rua Abril a rodos

Abril de sol que nasce para todos


Abril de vinho e sonho em nossas taças

era um Abril de clava Abril em acto

em mil novecentos e setenta e quatro


Era um Abril viril Abril tão bravo

Abril de boca a abrir-se Abril palavra

esse Abril em que Abril se libertava


Era um Abril de clava Abril de cravo

Abril na mão e sem fantasmas

esse Abril em que Abril floriu nas armas



MANUEL ALEGRE


 
 

Visita de estudo ao Museu da Marinha


No dia 20 de Abril os alunos da turma 5º D foram visitar o Museu da Marinha em Lisboa. Este Museu nasceu em 1863 e é o maior museu marítimo do mundo.
A visita contou com a colaboração do Ecomuseu Municipal do Seixal que disponibilizou o autocarro e a visita guiada por técnicos do Museu da Marinha.
Vimos réplicas de embarcações náuticas dos séculos XV e XVI que são únicas no mundo, os achados arqueológicos encontrados no navio naufragado em 1606, a Nossa Senhora dos Mártires, a camarinha do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, as galeotas (embarcações de recreio dos reis e rainhas), o Bergantim construído em 1758 e alguns hidroaviões.
Não é possível enumerar tudo o que vimos e ouvimos por isso aqui ficam algumas das nossas memórias.

domingo, 18 de abril de 2010

ORIGEM DO CONCELHO DO SEIXAL

No início do séc. XVI as povoações que faziam parte do Seixal pertenciam a Almada. Só no reinado de D. Maria II, em 1836, após a revolução liberal é que o Seixal viria a ser Concelho.

Na altura em que se tornou Concelho, a população do interior do Concelho era rural vivia da silvicultura (produção de madeira para as embarcações) e da exploração agrícola de quintas, a maior parte das quintas pertenciam a ordens religiosas e eram utilizadas por nobre e fidalgos da corte. A população junto ao rio, era urbana dedicava-se ao transporte fluvial de produtos para a capital (Lisboa) e à indústria de moagem desenvolvida nos moinhos de maré que eram doze espalhados pelas margens do rio.

Porém, em 1895 o Concelho foi extinto. As povoações que faziam parte do Concelho do Seixal foram divididas: a Freguesia de Amora passou a fazer parte do Concelho de Almada e as de Arrentela, Aldeia de Paio Pires e Seixal passaram a fazer parte do Concelho do Barreiro.

Três anos mais tarde, a 6 de Novembro de 1898 o Concelho do Seixal voltou novamente a ser instituído, abrangendo também a freguesia de Corroios.

Acontecimentos importantes no ano de 1836:

  • 25 de Fevereiro: primeiro revólver, pelo norte-americano Samuel Colt;
  • 28 de Março: Divisão dos Açores em três Distritos: Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta;
  • 15 de Junho: Arkansas torna-se o 25º estado norte-americano;
  • 6 de Novembro: criação do Concelho do Seixal pela rainha D. Maria II;
D. Maria II, filha de D. Pedro IV Imperador do Brasil, teve o cognome de “A Educadora” ou “A Boa Mãe”, pela educação que deu aos seus filhos. Foi a 31ª Rainha de Portugal e dos Algarves.

João Matias, nº 20 – 5º B






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CONCELHO DO SEIXAL


O Concelho do Seixal foi criado no reinado de D. Maria II, em 1836, quando se deu a reforma administrativa do liberalismo. Até esta data, as freguesias do agora Concelho do Seixal pertenciam a Almada. A população, nesta época, era essencialmente rural. Os que habitavam perto do rio dedicavam-se à actividade de cabotagem que era muito importante pois estabelecia o contacto com a capital, Lisboa. Outra actividade importante da época era a indústria da moagem desenvolvida nos moinhos de maré. Existiam então 12 moinhos espalhados pelas margens do rio, da enseada do Seixal até à ribeira de Coina. A maior parte das quintas do Município pertenciam a ordens religiosas, que eram utilizadas pelos nobres e pelos fidalgos da corte como quintas de recreio.

Em 1895, o concelho do Seixal é extinto, passando a freguesia da Amora a pertencer ao concelho de Almada, e as de Arrentela, Paio Pires e Seixal ao do Barreiro.

Mas em 1898 o concelho do Seixal é restaurado. A freguesia de Corroios, que antes de 1836 já existia, foi restaurada mais tarde, em 1976, e deixou de pertencer a Amora.

Em 1889, o Seixal passa a ser Comarca, mas esta passa em 1927 para Almada. Neste mesmo ano, o concelho deixa de pertencer ao distrito de Lisboa e passa a pertencer ao distrito de Setúbal.

Trabalho realizado por:
Pedro Gomes nº 25, 5º B





segunda-feira, 12 de abril de 2010

SESSÃO DE INFORMAÇÃO - MEMÓRIAS DA GUERRA COLONIAL

No dia 23 de Abril (sexta-feira), entre as 10.15h e as 11.45h, vai realizar-se no Auditório da EBVM, uma sessão de informação dinamizada pelos 1º e 2º Vice-Presidentes da ADFA ( Associação de Deficientes das Forças Armadas) o Coronel Manuel Lopes Dias e o Engº. Garcia Miranda.

Todas as turmas estarão representadas por um aluno que terá a responsabilidade de transmitir aos seus colegas as informações obtidas.


BREVE APONTAMENTO
Após a II Guerra Mundial todos os países europeus com excepção de Portugal foram concedendo a independência aos seus territórios na Ásia e em África, recorrendo por vezes ao uso da força (por exemplo no caso da Argélia). Assim, Cabo Verde, Guiné, S. Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, o chamado "Estado da Índia" (constituído por Goa, Damão e Diu), Macau e Timor eram ainda pertença portuguesa.
Em 1955, com a entrada de Portugal na ONU, foi recomendado ao governo tornar as suas colónias independentes, algo que não foi aceite. Para tentar contornar a situação o regime declarou as colónias como "províncias ultramarinas" e concedeu a cidadania aos seus habitantes. Tal medida foi reprovada internacionalmente pela Assembleia-Geral das Nações Unidas.
Goa, Damão e Diu seriam os primeiros territórios que Portugal perderia, após uma guerra de pequena duração com as forças indianas.
Em 1961, um rol de acontecimentos marcam uma viragem no destino das colónias portuguesas. É o caso da rebelião iniciada pelos militantes do MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola) em Luanda, a 4 de Fevereiro e, a 15 de Março, a UPA (União das Populações de Angola), posteriormente denominada FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola), inicia um conjunto de violentos ataques no norte da colónia. Anos mais tarde, já com a presença da UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), começa uma luta de guerrilha.
O conflito na Guiné-Bissau irá iniciar-se em 1963, com apenas uma organização política: o PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde), ao passo que a FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) irá conduzir Moçambique à guerra no ano de 1964.
No continente africano apenas Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe ficaram imunes à guerra; na Ásia o território macaense sofreu alguns momentos de instabilidade, não tendo no entanto chegado a haver conflito armado; em Timor os movimentos independentistas só surgiram após o 25 de Abril de 1974.
No ano de 1961 Salazar irá proferir a máxima legitimadora da sua posição relativamente às rebeliões que se desencadeavam nas possessões portuguesas: "Para Angola, imediatamente e em força".
As três frentes de guerra provocaram fortes abalos nas finanças do Estado, desgastando simultaneamente as forças armadas, ao mesmo tempo que colocava Portugal cada vez mais isolado no panorama político mundial. A nível humano, as consequências foram trágicas: um milhão e quatrocentos mil homens mobilizados, nove mil mortos e cerca de trinta mil feridos, além de cento e quarenta mil ex-combatentes sofrendo distúrbios pós-guerra. A acrescentar a estes números há ainda que mencionar as não contabilizadas vítimas civis de ambas as partes.
O conflito não terá solução através de meios pacíficos ou militares, mas apenas por meios políticos e diplomáticos empreendidos após 1974.