
Viajar no tempo é uma aventura que nos permite conhecer o nosso passado, cultura, modos de viver e de pensar. Neste espaço poderão encontrar informações sobre temas da disciplina de História e Geografia de Portugal, sugestões de trabalhos e recursos educativos.
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
SEMANA DA MORAL EVANGÉLICA
No ambito da semana da disciplina de EMRE decorreu na semana de 21 de Fevereiro até ao dia 28 do mesmo, uma exposição de divulgação da disciplina, com o objectivo de promover alguns aspectos de caracter informativo.
O principal objectivo foi mostrar que é possivel crescer, compreender e respeitar o próximo mesmo que possam existeir algumas diferenças entre nós.
O docente António Ferreira
A JANELA DA HISTÓRIA
Para dar continuidade ao placard designado “Janela da História”, durante o mês de Fevereiro, os alunos do 5ºC e 5º D deram o seu contributo com alguns trabalhos de pesquisa.
Salientaram, assim, dos acontecimentos históricos, o regicídio de 1908 bem como uma biografia de D. Afonso Henriques, numa altura em que se caminha para os 900 anos da fundação de Portugal.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
VISITA DE ESTUDO AO CONVENTO DE MAFRA
No dia 14-02-2011 fomos a uma visita de estudo ao convento de Mafra mandado construir por D. João V, em 1717, em cumprimento de uma promessa para que a rainha D. Maria Ana de Áustria lhe desse descendência.
No convento de Mafra visitámos os seguintes lugares:
Igreja do Palácio Nacional de Mafra;
A Sala dos Destinos;
A Sala Amarela do Palácio;
A Sala Amarela do Palácio;
A Sala de caça;
Biblioteca do Convento;
Casas de banho do Rei e da Rainha;
O Quarto do Rei e da Rainha;
A Sala de chá.
Participámos na seguinte actividade:
Ao terminar o lanche da manhã estávamos em frente de uma porta do convento, quando esta se abre e, de repente, sai por ela um homem vestido de frade. Ao início pensávamos que era alguém com uma deficiência mental, porque estava a falar muito alto e vestido de forma peculiar, mas não! Era um actor a fazer de monge!
Todos nos vestimos de monges e tentámos reviver um pouco da vida destes no convento.
Fizemos um remédio da época: sumo de laranja e mel com limão e açúcar triturado.
Fomos à sala dos enfermos onde um colega representou um monge doente e bebeu o remédio que tínhamos feito.
Fomos, também, à cozinha onde o irmão frade nos distribuiu pão, para comermos.
De seguida, fomos a pé até ao quartel militar, onde almoçámos e fizemos várias actividades, tais como:
Andámos a cavalo.
Finalmente, muito cansados, só com vontade de ir embora, entrámos no autocarro de regresso à nossa escola em Vale de Milhaços.
Foi super divertido!!
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Visita de estudo ao Museu das Comunicações
Os alunos das turmas 6º A, 6ºB, 6º E, 6ºH e 6ºI visitaram a exposição “Comunicar na República” que se encontra patente no Museu das Comunicações.
Começámos a viagem no final do século XIX e viemos até ao presente. Ficámos a conhecer os vários meios de comunicação utilizados em Portugal ao longo dos últimos cem anos e foi difícil observar todos os objectos que se encontravam expostos. Ficam aqui algumas imagens e o desafio para que visitem a exposição.
Palácio de Monserrate
No dia 28 de Janeiro os alunos da turma 6º C visitaram o Parque de Monserrate, em Sintra.
Viveram-se momentos de aventura que terminaram com um merecido descanso junto ao belíssimo Palácio de Monserrate.
A actividade consistiu numa caça ao tesouro e os alunos tiveram de ser exploradores e seguir as pistas que os levaram a encontrar o tesouro final. Para a descoberta de cada uma das pistas os alunos tinham de aplicar conhecimentos sobre a flora e a fauna existentes.
RM
Visita de estudo ao Palácio da Pena
Nos dias 28 de Janeiro, 11 e 18 de Fevereiro os alunos das turmas, 6ºB, 6º C, 6º D, 6º E, 6ºH e 6ºI realizaram visitas de estudo ao Palácio da Pena.
A visita iniciou-se com a subida pedestre da Serra, a partir do Largo de S. Pedro e a caminhada pelo meio do arvoredo permitiu contactar com a natureza, sentir os seus cheiros e sons e observar espécies vegetais diversificadas.
A visita foi dinamizada por um guia que cativou os alunos com as histórias que contou e as informações que transmitiu sobre as personalidades históricas que habitaram no palácio.
Ao visitar cada um dos espaços viajámos no tempo e sentimos o ambiente das épocas passadas. Cada sala despertava sensações e um misto de admiração ao sabermos que os nossos últimos reis estiveram presentes em cada um daqueles espaços.
A vista exterior, para uns, nítida e grandiosa, para outros, enublada e misteriosa, fez-nos compreender que D. Fernando não tivesse conseguido resistir aos encantos daquele lugar e o tivesse escolhido para a construção do palácio.
Um lugar para voltar a colocar na agenda e visitar sempre que for possível…
RM
Visita de Estudo ao Palácio Nacional de Queluz
No dia 4 de Fevereiro os alunos das turmas 6º A e 6º F realizaram uma visita de estudo ao Palácio Nacional de Queluz e ao Museu das Comunicações.
O palácio de Queluz localizado na cidade de Queluz, no concelho de Sintra, distrito de Lisboa, foi construído no ano de 1727 no século XVIII. Quem o mandou construir foi D. Pedro III e quem trabalhou foram arquitectos portugueses tais como Mateus Vicente de Oliveira, Manuel Caetano de Sousa e um arquitecto - escultor francês João Baptista Robillon.
Serviu como um discreto lugar de encarceramento para a rainha Maria I.
Os estilos que existem no palácio são o barroco, rococó e neoclássico.
Na decoração exterior, o palácio abre dois braços curvos e existe um Jardim Grande.
As salas existentes do palácio são as salas Açafatas, Toucador da Rainha, sala de Trono, Sala D. Quixote e o Corredor das Mangas.
O nome Queluz é de origem Árabe e provém de “Qa Al – luz” , que significa Vale da Amendoeira.
Conta-se também que em tempos remotos, um príncipe se perdeu na região com a sua comitiva de caçadores, sendo já noite, avistou ao longe uma luz e exclamou: que – Luz! Refere ainda a lenda que eles se dirigiram para essa luz que estava na ermida de Nossa Senhora da Conceição.
Francisco, nº 19 e Tiago, nº 27, 6º A
No dia 4 do mês de Fevereiro de 2011, pelas 08:15h, a turma F do 6º ano partiu, da nossa escola (Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de Vale de Milhaços), de autocarro para fazerem uma visita de estudo ao Palácio de Queluz e ao Museu das Comunicações, em Lisboa. Nesta viagem os alunos foram acompanhados pelos professores Carlos Matos, Cristina Sanches e Luzia Rodrigues. O Palácio de Queluz tem cerca de 16 hectares e era o local onde a Família Real passava as suas férias. A sua construção é voltada para um grande e bonito jardim, permitindo aos hóspedes um fácil acesso àquele espaço verde.
Neste palácio foram visitados os seguintes espaços: a Sala de Bailes, a Sala da Música, a Capela, o Lanternim, os Aposentos da Princesa, a Sala de Escultura, a Sala de Fumo, a Sala do Café, a Sala de Jantar, a Sala do Canto, a Sala dos Azulejos, a Sala dos Archeiros, a Sala dos Particulares, a Sala dos Embaixadores e a Sala do Trono.
Foi também possível assistir a três peças de teatro. Uma na sala de jantar, que ilustrava a vida da criada da cozinha e finalizou com a oferta de uma receita chamada “Frangos Doces”. A outra na Sala do Canto, onde uma Marquesa estava a ter aulas de Música com o Mestre. E a última na Sala do Trono, onde apresentaram uma dança chamada “minuete”. Esta dança caracteriza-se por pequenos passos. Por último visitaram a Loja das Lembranças e o jardim. Foi neste jardim que os alunos almoçaram.
A viagem continuou e pelas 14:00h chegaram ao Museu das Comunicações. Este museu é constituído por três partes: 1ª Republica, Estado Novo e Pós 25 de Abril. No entanto apenas visitaram o espaço correspondente à 1ª Republica.
Nesta visita gostei de todos os espaços visitados do Palácio porque demonstrava a arte e o quotidiano no século XVIII. Não apreciei tanto o Museu das Comunicações porque não nos permitiram experimentar alguns dos materiais expostos.
Esta visita ajudou-me a compreender melhor a matéria leccionada em História e Geografia de Portugal.
Estela Flambó
Turma: 6º F
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O QUOTIDIANO PORTUGUÊS NO SÉC. XIX - de 31 de Janeiro a 11 de Fevereiro
Os alunos do 6º ano surpreenderam-nos com a apresentação de trabalhos que revelam uma grande criatividade e originalidade. O tema proposto pelas docentes foi "O quotidiano português no século XIX" e os alunos podiam optar por realizar trabalhos sobre vários subtemas: A vida quotidiana no campo, na cidade, os meios de transporte e de comunicação, o vestuário, as inovações, a arte e a cultura.
As formas de apresentação podiam variar e foram elaboradas maquetes, cartazes e brochuras.
Queremos agradecer aos encarregados de educação que acompanharam a realização de alguns dos trabalhos expostos, o que mostra o interesse e o envolvimento da família.
sábado, 29 de janeiro de 2011
OS MEIOS DE TRANSPORTE NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX
Os principais meios de transporte, no século XIX, em Portugal eram: o barco a vapor, o comboio a vapor, o automóvel e a mala-posta ou diligência.
O barco e o comboio a vapor foram construídos com base na invenção da máquina a vapor de Thomas Savery.
O automóvel era parecido com uma carroça mas em vez de cavalos, tinha um motor e era guiado por um volante. Por debaixo dos bancos guardava-se o carvão para alimentar o motor.
MALA-POSTA OU DILIGÊNCIA
A mala-posta ou diligência era um tipo de carroça muito simples, puxada por duas parelhas de cavalos e construída em madeira e, por vezes, tinha finos panos em cima.
Servia para transportar correio, mercadorias e pessoas.
A curiosidade deste transporte: A partr de 1855, começou a circular a Malaposta na Estrada Lisboa-Porto. Demorava 34 horas, sendo os cavalos substituídos vinte e três vezes durante a viagem.
COMBOIO A VAPOR
O comboio a vapor é um meio de transporte terrestre que foi inventado na segunda metade do século XIX.
Era constituído por uma locomotiva e diversas carruagens, que serviam para transportar mercadorias e pessoas que queriam viajar.
O comboio era feito de ferro, madeira e cobre.
Antes de inventarem o comboio a vapor, a viagem era mais demorada, cara e insegura, mas, com a sua invenção a viagem passou a ser menos demorada, mais barata e segura.
A curiosidade deste transporte: a primeira linha-férrea em Portugal ligava Lisboa ao Carregado.

BARCO A VAPOR
O barco a vapor, é um meio de transporte fluvial e marítimo que, também foi inventado na segunda metade do século XIX.
Era um barco a que foi aplicada uma máquina a vapor, e que servia também para transportar mercadorias e pessoas.
Era feito de madeira, ferro e cobre.
Quando o barco a vapor não existia, as viagens, feitas à vela, podiam demorar semanas ou meses, mas com a aplicação do motor ao barco, as viagens podem demorar apenas horas ou alguns dias.
A curiosidade deste transporte: os primeiro barcos a vapor, tinham duas rodas de pás, que faziam a propulsão do barco, uma de cada bordo, tendo posteriormente evoluído para uma roda de pás na popa.
O AUTOMÓVEL
O automóvel é um meio de transporte terrestre, que foi inventado na segunda metade do século XIX.
Era uma espécie de carroça com uma máquina a vapor atrás, um volante e um espelho de vidro. Servia para transportar, em média, 2 pessoas e por baixo dos bancos guardava-se o combustível destas máquinas, o carvão.
Era feito de madeira, ferro, cobre e algumas partes de vidro.
Quando o automóvel não existia, tinham de optar de andar de carroça.
A curiosidade deste transporte: durou pouco a aplicação da máquina a vapor ao automóvel, porque em 1886 Karl Benz inventou e construiu um automóvel com motor a gasolina, durou até hoje.
Renato Alexandre Gameiro Simões, nº 24, 6ºD
ORIGEM E IMPORTÂNCIA DAS VACINAS
O nome do inventor da primeira vacina foi Edward Jenner.
Ele nasceu a 17 de Maio de 1749 e morreu a 26 de Janeiro de 1823. Tem nacionalidade britânica e inventou a primeira vacina da varíola a 14 de Maio de 1796, que foi aplicada no século XVIII.
A vacina tem como função tornar o organismo imune a algumas doenças como o cancro, a varíola, o tétano etc...
A palavra vacina vem do latim “vaccinia”. “Vaccinia” vem da palavra “vaca” e é o agente infeccioso da varíola bovina, que, quando é injectado no organismo humano o torna imune à varíola.
Ana Filipa, Nº 1, 6º D
A PRIMEIRA MÁQUINA A VAPOR
A primeira máquina a vapor foi inventada por Thomas Savery, nascido em Inglaterra no ano de 1610 e falecido em 1715. Foi engenheiro militar vocacionado para a mecânica, a matemática e a filosofia natural.
Em 2 de Julho de 1698, Thomas Savery patenteou a primeira máquina a vapor, cujo objectivo era drenar a água da infiltração das minas, através de uma bomba.
Depois de aquecida a água num caldeirão até á sua fervura, esta máquina com válvulas manuais, permitia a entrada do vapor num cilindro. Posteriormente despejava-se água fria provocando a condensação do vapor no interior do cilindro. Uma vez condensado o vapor, abria-se uma válvula, por forma a que o vácuo criado puxasse a água para fora da mina através de um cano.
Catarina Pestana Faria, Nº 7, 6º E
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
CONTRIBUTOS DOS PRIMEIROS POVOS PARA A NOSSA IDENTIDADE CULTURAL
• Comunidades Recolectoras
• Comunidades Agro-Pastoris
• Povos do Mediterrâneo
• Romanos
Esperemos que gostem!
• Comunidades Agro-Pastoris
• Povos do Mediterrâneo
• Romanos
No âmbito da Área Curricular de História e Geografia de Portugal, os alunos da nossa escola realizaram trabalhos de pesquisa alusivos a este tema.
Esses trabalhos podem ser visto durante a exposição que está a decorrer na nossa Escola até ao dia 10 de Dezembro.
Deixamos aqui uma pequena amostra desses trabalhos.
Esperemos que gostem!
domingo, 28 de novembro de 2010
EFEMÉRIDES
-19 de Novembro de 1894, Américo Tomás, , nasceu o ex-presidente da República. -20 de Novembro de 1911, nasceu o maestro e compositor Armando Tavares Belo.
-23 de Novembro de 1930, nasceu o poeta Herberto Hélder. D. Francisco Manuel de Melo, escritor de família nobre, nasceu no mesmo dia do ano de 1608.
-24 de Novembro de 1906, nasceu o escritor António Gedeão, pseudónimo de Rómulo de Carvalho, cuja poesia evidencia a simbiose perfeita entre a ciência e a literatura.
-25 de Novembro de 1845, nasceu o escritor Eça de Queirós, famoso autor de Os Maias. Ramalho Ortigão nasceu no mesmo dia do ano de 1836.
-27 de Novembro de 1826, nasceu no Porto o poeta Soares de Passos.
-29 de Novembro de 1969, faleceu o escritor neo-realista Alves Redol.
-30 de Novembro de 1935, em Lisboa, morreu Fernando Pessoa.
-1 de Dezembro de 1640, ocorreu a restauração da independência de Portugal. O governo espanhol deu lugar ao rei D. João IV. (Feriado nacional); Dia Mundial da Luta contra a SIDA
-5 de Dezembro - Dia Internacional do Voluntário
-8 de Dezembro - Imaculada Conceição (Feriado nacional)
-9 de Dezembro de 1854, em Lisboa, faleceu Almeida Garrett. Poeta e prosador, deu também um importante contributo para a renovação do teatro em Portugal.
-10 de Dezembro - Dia Mundial dos Direitos Humanos
-11 de Dezembro de 1908, nascia o realizador de cinema Manoel de Oliveira.
-14 de Dezembro de 1952, em Amarante, faleceu Teixeira de Pascoaes.
-19 de Dezembro de 1901, na Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores, nasceu o professor e escritor Vitorino Nemésio.
-22 de Dezembro de 1969, faleceu, em Vila do Conde José Régio.
-23 de Dezembro de 1734, nasceu, em Lisboa, Filinto Elísio, um dos mais importantes poetas do Neoclassicismo português.
-25 de Dezembro – Natal (comemoração do nascimento de Jesus Cristo)
-27 de Dezembro de 1923, nasceu, em Lisboa, o escultor Lagoa Henriques.
-29 de Dezembro de 1956, em Lisboa, foi inaugurado o Metro, uma rede subterrânea de transporte colectivo.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
1 DE DEZEMBRO DE 1640
“No dia 24 de Junho de 1578 saiu D. Sebastião do Tejo, com uma armada de cerca de 800 velas, entre galeões, galés, urcas, caravelas e outras embarcações; no camarim da sua galé levava o rei a espada e o escudo de D. Afonso Henriques, que pedira ao Mosteiro de Santa Cruz (…). Após alguma demora em Lagos e Cádis, chegou o rei a Tânger a 7 de Julho, donde quatro dias mais tarde , partiu para Arzila (…). A 29 de Julho partiu em direcção de Alcácer Quibir (…). A 6 km desta cidade acampara com 40 000 cavaleiros. No dia 4, D. Sebastião mandou dispor o exército em ordem de batalha, exército que, mal alimentado, estafado pela marcha e pelo calor e dirigido por um rei incapaz, foi completamente derrotado. Entre os mortos figurava o próprio rei.
(adaptado)
A MORTE DE D. SEBASTIÃO E O DOMÍNIO FILIPINO
D. Sebastião morreu em combate com os mouros, sucedendo-lhe no trono seu tio-avô, D. Henrique, que morreu passado pouco tempo, sem deixar filhos.
1578 – O exército português foi derrotado nem Alcácer-Quibir e D. Sebastião morreu.
1580 – Morte de D. Henrique.
Os pretendentes ao trono eram:
- D. António, prior do Crato, apoiado pelo povo;
- D. Filipe II, rei de Espanha, apoiado pela nobreza e burguesia. A nobreza pretendia obter cargos importantes nas áreas dominadas pelos espanhóis. A burguesia pretendia comerciar livremente nessas terras. Os dois grupos tinham esperança do rei espanhol resolver as dificuldades económicas do país.
1580 – D. António fez-se aclamar rei em Lisboa, Setúbal, Santarém e noutras cidades. Como resposta, em finais desse ano, um poderoso exercito de D. Filipe II invadiu Portugal e derrotou facilmente as forças de D. António, prior do Crato, que fugiu para França.
1581 – As Cortes de Tomar aclamaram, como rei de Portugal, D. Filipe II de Espanha, Filipe I de Portugal.
D. Filipe subiu ao trono português, mantendo a União das Duas Coroas. Comprometeu-se a respeitar os interesses do Reino, os seus usos e costumes. Este compromisso foi cumprido nos dois reinados seguintes (D. Filipe I e D. Filipe II). O país melhorou a sua situação económica.
No reinado de D. Filipe III, por volta de 1620, a Espanha envolve-se em guerras com Inglaterra, França e Holanda. Estas conduziram ao aumento dos impostos e ao recrutamento de militares portugueses para combater nos exércitos espanhóis. As colónias portuguesas no Oriente, em África e no Brasil foram atacadas pelos inimigos de Espanha.
Motins populares – O povo começou por se revoltar contra a carestia de vida. Ex: “Revolta do Manuelinho” em Évora.
Revolta de 1640 – Conspirações da nobreza para derrubar os representantes de D. Filipe III. Assim, foi restaurada, ou seja, recuperada a independência de Portugal, sendo o Duque de Bragança proclamado rei, com o título de D. João IV.
D. João IV organizou o reconhecimento da Restauração da independência, enviando embaixadores aos principais países estrangeiros, e preparou a defesa do país:
- Formou um exército;
- Comprou e fabricou armas;
- Construiu fortalezas.
A revolta de 1640
O 1º de Dezembro despertara formoso... Eram oito horas e meia. Os fidalgos iam chegando ao portão do palácio (...). Ao bater a última badalada das nove nas torres das igrejas, os conjurados irromperam impetuosamente.
(...) Os primeiros no assalto foram Jorge de Melo, Estevão da Cunha e António de Melo e Castro. O velho D. Miguel de Almeida avançou pela sala onde os soldados tentavam resistir e, energicamente , disparando o pistolão, (...) bradava:
- Valorosos lusitanos: viva El-Rei D. João IV de Portugal, até agora Duque de Bragança, viva! Morra El-Rei de Castela, que nos arrebatou a liberdade!
Já alguns fidalgos de espadas nuas, apontando as armas aos soldados, detinham-nos (...)
D. Miguel de Almeida apareceu numa das varandas e, erguendo a espada gritou:
- Liberdade, portugueses! Viva El-Rei D.João IV.
O povo acorria da banda da Ribeira e da Sé, das bestegas e ruelas, acreditando, enfim na revolução. Faltava, ainda, a prova decisiva: a da morte do secretário de Estado (...).
D. António Telo, D. João de Sá de Meneses (...), o Conde de Atouguia e seu irmão atravessavam os vastos corredores do paço seguidos por outros fidalgos (...). iam em busca de Miguel de Vasconcelos. (...) Encontrá-lo-iam num vasto armário onde se guardavam livros e papéis do Estado e atiraram-lhe a bala. Ao sentir-se atingido, o inimigo dos portugueses saltou para a sala, onde o feriram de novo, atirando-o, ainda com vida para o Terreiro. A multidão lançou-se sobre ele (...)
(...) Já os fidalgos se encontravam na presença da Duquesa de Mântua. D.Antão de Almeida tomara a dianteira.
Foi a governadora do Reino que se apresentou de cabeça erguida.
“- Que é esto, portugueses? Onde está vuestra fidelidad?”
Obrigaram-na a mandar abrir as portas (...). A governadora ergueu a voz, quis convencê-los, e ao ouvir o nome do Duque de Bragança, falou-lhes rudemente.
(...) D.Carlos de Noronha atalhou-lhe que não dissesse mais nada para não lhe faltarem ao respeito e que se recolhesse aos seus aposentos.
Saiu de cabeça levantada sentindo que os portugueses tinham ganho a partida naquele inicial dia de Dezembro (...).
Rocha Martins, “Os grandes Vultos da Restauração de Portugal”
GUERRA DA RESTAURAÇÃO
Em 1644 iniciaram-se confrontos entre os exércitos portugueses e espanhóis. Só em 1668 foi assinado o Tratado de Paz e reconhecida a independência de Portugal, por Espanha.
D. João IV
Foi aclamado rei a 15 de Dezembro de 1640, dando início à IV e última dinastia portuguesa – a Dinastia de Bragança.
D. João IV fez frente às dificuldades com um vigor que muito contribuiu para a efectiva restauração da independência de Portugal.
Da actividade global do seu reinado, deveremos destacar o esforço efectuado na reorganização do aparelho militar - reparação das fortalezas das linhas defensivas fronteiriças, fortalecimento das guarnições, defesa do Alentejo e Beira e obtenção de material e reforços no estrangeiro; a intensa e inteligente actividade diplomática junto das cortes da Europa, no sentido de obter apoio militar e financeiro, negociar tratados de paz ou de tréguas e conseguir o reconhecimento da Restauração; a acção desenvolvida para a reconquista do império ultramarino, no Brasil e em Africa; a alta visão na escolha dos colaboradores; enfim, o trabalho feito no campo administrativo e legislativo, procurando impor a presença da dinastia nova.
Quando morreu, o reino não estava ainda em segurança absoluta, mas D. João IV tinha-lhe construído umas bases suficientemente sólidas para vencer a crise. Sucedeu-lhe D. Afonso VI, seu filho.
Ficha genealógica:
D. João IV nasceu em Vila Viçosa, a 19 de Março de 1604 e morreu em Lisboa, a 6 de Dezembro de 1656, tendo sido sepultado no Mosteiro de S. Vicente de Fora. Era filho de D. Teodósio II, 7 ° duque de Bragança, e de sua mulher, D. Ana de Velasco.
Casou em 12 de Janeiro de 1633, com D. Luísa Francisca de Gusmão (San Lucar de Barrameda, 13 de Outubro de 1613;Lisboa, 27 de Outubro de 1666), de quem teve os seguintes filhos:
D. Teodósio, que nasceu em Vila Viçosa a 8 de Fevereiro de 1634 e morreu em Lisboa, a 13 de Maio de 1653. Foi 9 ° duque de Bragança e príncipe do Brasil, em 1645;
D. Ana, que nasceu em Vila Viçosa, a 21 de Janeiro de 1635 e morreu no mesmo dia;
D. Joana, que nasceu em Vila Viçosa a 18 de Setembro de 1635 e morreu em Lisboa, a 17 de Novembro de 1653;
D. Catarina, que nasceu em Vila Viçosa, a 25 de Novembro de 1638 e morreu em Lisboa, a 31 de Dezembro de 1705.
D. Manuel, que nasceu em Vila Viçosa, a 6 de Setembro de 1640 e faleceu no mesmo dia;
D. Afonso VI, que herdou a coroa;
D. Pedro II, que sucedeu ao precedente.
O MARQUÊS DE POMBAL
Sebastião José de Carvalho e Melo nasceu em Lisboa, a 13 de Maio de 1699, no seio de uma família nobre, embora os seus pais fossem pobres enviaram-no para estudar na Universidade de Coimbra.
Aos 23 anos casou com uma senhora viúva, dez anos mais velha do que ele.
No reinado de D. João V, foi embaixador de Portugal em Inglaterra e na Áustria, em missões diplomáticas que foram muito importantes para a sua formação política e económica.
Casou pela segunda vez com D. Leonor Daun, enquanto esteve na Áustria.
Quando D. João V morreu e D. José subiu ao trono, em 1750, foi nomeado Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. D. José deu-lhe dois títulos, o primeiro em 1759 como Conde de Oeiras, no seguimento do caso Távora, no qual tentaram matar o Rei e Sebastião José perseguiu os envolvidos. Em 1769 recebeu o título de Marquês de Pombal.
Enquanto Marquês fez muitas reformas no ensino, na economia e na sociedade.
No ensino:
- Criou escolas primárias e secundárias em todo o país, fundando o Real Colégio dos Nobres para formar todos os funcionários do Estado.
- Reformou a Universidade de Coimbra com novos estatutos, cursos e métodos de ensino.
Na economia:
- Contratou técnicos estrangeiros para desenvolver as manufacturas, criando novas e reformulando as antigas.
- Criou companhias comerciais para desenvolver o comércio. Fundou entre outras a Companhia do Comércio da Ásia Portuguesa em 1753, criou a Companhia da Agricultura das Vinhas do Alto Douro em 1756 e em 1773 surgiu a Companhia Geral das Reais Pescarias do Reino do Algarve para controlar a pesca no Sul.
- Em 1751 fundou o Banco Real de Portugal para administrar a cobrança dos impostos.
Na sociedade:
- Limitou os poderes da nobreza e do clero, apoiando a burguesia.
- Foi o responsável pela expulsão dos Jesuítas, fechando alguns colégios e confiscando os bens da Companhia de Jesus.
Depois do terramoto de Lisboa, em 1755, guiou-se por três lemas:
- Cuidar dos vivos e enterrar os mortos.
- Vigiar a cidade para evitar assaltos.
- Iniciar a reconstrução da cidade, a “Lisboa Pombalina”, com a ajuda do engenheiro Manuel da Maia e do arquitecto Eugénio dos Santos, alterando o modo de construção das casas para evitar que as casas caíssem num novo terramoto, construindo uma cidade organizada, com ruas paralelas e perpendiculares e edifícios da mesma altura.
O Marquês de Pombal defendia o Absolutismo, que dava o poder absoluto ao rei, mas cometeu vários abusos de poder, o que lhe valeu a antipatia e alguns inimigos. Em 1777 D. José faleceu, D. Maria subiu ao trono e o Marquês foi afastado da corte. Entretanto e depois de uma queixa feita contra Marquês de Pombal, foi condenado ao desterro, ou seja expulso para fora de Portugal, mas como já era idoso mandaram-no para Pombal, onde viveu até à sua morte, no dia 8 de Maio de 1782.
Os seus restos mortais foram transladados para Lisboa, no ano de 1856, encontrando-se depositados numa urna de mármore, na Igreja da Memória.
Em sua honra construiu-se uma estátua de bronze, inaugurada no dia 13 de Maio de 1934 onde se pode ver a sua figura com uma mão em cimo de um leão, que significa o seu poder, virada para a Baixa Pombalina.
Trabalho realizado por:
Catarina Pestana Faria Nº 7 6º E
O TERRAMOTO DE 1755
No dia 1 de Novembro de 1755 deu-se um sismo conhecido por o Terramoto de 1755 ou Terramoto de Lisboa, que destruiu quase por completo a cidade de Lisboa e atingiu parte do Algarve.
Como se não bastasse este cenário de pânico e destruição, o sismo foi seguido de um tsunami, incêndios, provocando a morte de mais de 10 mil pessoas.
O sismo deu-se no reinado de D. José I que só escapou à catástrofe pois tinha ido passar o dia fora da cidade (Santa Maria de Belém), porém, ficou traumatizado pois ganhou pânico a recintos fechados.
A reconstrução da cidade deve-se em grande parte a Marquês de Pombal, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra e futuro primeiro-ministro, que ordenou de imediato a organização de equipas de bombeiros para combater os incêndios e recolher os milhares de cadáveres para evitar epidemias.
Conta-se, apesar de não estar documentado que Marquês de Pombal à pergunta "E agora?" respondeu "Enterram-se os mortos e cuidam-se os vivos".
O sismo teve consequências também a nível religioso e político, sendo Portugal um país católico, e a tragédia ter acontecido num dia santo e destruir tantas igrejas, a população levantou muitas questões religiosas por toda a Europa, questionando se o sismo não revelou uma ira divina.
Na política, o terramoto foi também destruidor. O ministro Marquês de Pombal era o favorito de D. José I, gozando de muito poder e influência sobre ele, o que levou ao descontentamento da alta nobreza, que inclusive tentou matar o rei – regicídio.
Hoje em dia ainda se encontram arquivados documentos relativos ao sismo na Torre do Tombo, nomeadamente o inquérito que Marquês de Pombal enviou a todas as paróquias do país para apurar os efeitos da tragédia.
A reconstrução deu origem ao que hoje conhecemos por Baixa Pombalina e é uma das zonas ricas da cidade.
Catarina Reimão, nº8,6ºD
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